Cachalote (Physeter macrocephalus)
Nomes alternativos: cachalote (português e espanhol),
sperm whale (inglês); cachalot (francês); pottwal (alemão): potvis (holandês);
kaskelot (dinamarquês e sueco); spermhval (norueguês); capodoglio (italiano);
physetiras (grego); burhvalur (islandês); makkoh kujira (japonês).
Comprimento: 16 metros (macho), 11,5 metros (fêmea).
Massa: macho: 40 toneladas (+26), fêmea: 20 toneladas (+23)
Hábitat: Oceanos profundos da Terra (mais de 200 m de profundidade).
Inteligência Abstrata: -4; Inteligência Concreta: -1; Inteligência Social: -2 (não aplicável à interação com humanos); Inteligência Pessoal: -4; Resistência macho +5, fêmea: +4½; Proteção +5 (+7 na cabeça); Tamanho +4; Saúde: +1½; Mobilidade: macho -2, fêmea -1; Sentidos: +3 (Olfato: +3; Audição: +4 (com ecolocação avançada); Visão: 0); Dificuldade de treinamento: +3.
Habilidades: Força macho +24, fêmea +22; Combate: +2; Esquiva: macho: ½, fêmea: 1; Nado veloz: +10; Preparo Físico: +7; Caça: +2; Mergulho: +25 (3 horas, 3.000 metros de profundidade); Manobras de combate: Morder +4½/+5, Abalroar (só o macho): +7/+7, Golpe de cauda +4 / +4.
Características
No mundo real, o cachalote (oficialmente Physeter macrocephalus, mas às vezes também conhecida como Physeter catodon, que Lineu julgou erradamente ser uma espécie distinta) é a terceira maior baleia (depois da baleia azul e do rorqual comum) e o maior predador de todos os tempos. Os maiores machos chegam comprovadamente a 18 metros de comprimento e 57 toneladas; as fêmeas, a 13 metros e 25 toneladas (há histórias sobre animais muito maiores, do século XVIII e XIX, de até 27 m e 80 toneladas).
A cor varia de cinza-escuro a marrom (raramente cinza-claro ou branco), com mandíbula inferior e lábios brancos e, às vezes, manchas brancas na região genital e no resto do corpo. A barriga e a cabeça são mais claras que o resto do corpo. Raramente se deixam ver acima da superfície: geralmente deixa ver apenas a parte superior do corpo.
Suas presas habituais incluem lulas gigantes, polvos e grandes peixes e crustáceos (geralmente despreza animais com menos de um metro) e consome 3% do seu próprio peso por dia (1 tonelada, para um grande macho). Pode mergulhar a até 3.000 metros de profundidade e permanecer três horas debaixo d’água antes de respirar, o que o faz a maior mergulhadora entre as baleias.
Depois de cada mergulho, precisa respirar profundamente por 10 minutos (podendo nadar mais um ou dois quilômetros) antes de tentar outro grande mergulho. O jato de vapor, com 15 m de altura, pode ser visto a 800 m de distância. Sua velocidade de mergulho é de 2 m/s (4 nós, 7 km/h) e retorna à superfície a 2,5 m/s (5 nós, 9 km/h). Sua velocidade normal na superfície também está nesse intervalo, mas é capaz de atingir 8 m/s (16 nós, 30 km/h).
A cabeça, que representa até um terço do comprimento (6 m de comprimento, 3 de altura, 2 de largura), contém o enorme cérebro do animal e o órgão do espermacete, que contém uma cera leitosa e oleosa que foi valorizada como combustível até fins do século XIX (e ainda o é no Brasil dos outros 500) e levou os baleeiros a perseguirem esse animal como caça preferencial, embora essa fosse uma atividade relativamente perigosa na época da navegação a vela.
Para o cachalote, o espermacete serve para aliviar a pressão e descompressão nos mergulhos e como pára-choques no combate entre os machos, quando estes disputam as fêmeas. Devido a esse comportamento, os cachalotes, ao contrário das outras baleias são capazes de reagir de forma eficaz a seus caçadores. Em 1820, um cachalote gigante (26 metros e 70 toneladas, na estimativa dos marinheiros) afundou um velho navio baleeiro de 26,5 metros e 216 toneladas métricas, o Essex, com duas marradas, caso que inspirou o romance Moby Dick, publicado em 1851. Nesse mesmo ano deu-se outro caso semelhante, com um baleeiro chamado Ann Alexander. Ambos os navios afundaram em minutos.
No Brasil dos Outros 500, podem ser tiradas, de um cachalote de 17 toneladas, três toneladas de espermacete (lubrificante e combustível de qualidade superior para velas) que valem 900.000 réis no varejo, três toneladas de gordura comum que, como a das outras baleias, é utilizável como combustível para lampiões que valem 300.000 réis e cinco toneladas de carne, gordurosa, mas comestível, que vale 100.000 réis (mas é normalmente descartada devido à dificuldade de conservá-la). Além disso, os dentes podem ser vendidos como marfim (10 kg, no valor de 5.000 réis). Total: 1.305.000 réis, mas os baleeiros, vendendo no atacado, provavelmente verão apenas 600.000.
Às vezes, no intestino são encontrados até 300 kg de âmbar cinzento ou âmbar gris, uma substância cerosa, muito valiosa (300 kg valem 90.000.000 réis nos mercados do Brasil dos Outros 500!), que se forma em torno de bicos de lulas e é usada em perfumaria no Ocidente e como especiaria no Oriente e, no passado, como medicamento – estimulante do sistema nervoso e circulatório. Às vezes, massas de âmbar cinzento são encontradas flutuando no mar. Considere que isto é um golpe de sorte: o baleeiro encontrará âmbar cinzento como bônus (e poderá vendê-lo a um terço de seu preço no varejo) se acertar o tiro ao cachalote com uma margem de acerto 3 ou superior.
No mundo real do início do século XX, a caça está proibida e a população mundial da espécie é estimada em 1,9 milhão de exemplares.
A mandíbula inferior tem 17 a 29 dentes, cujo comprimento pode chegar a 25 cm em grandes machos e se encaixa em uma depressão na mandíbula superior, que não tem dentes. O animal possui uma só venta, localizada sobre uma corcova à frente e à esquerda da cabeça.
Os machos atingem a maturidade sexual aos 20 anos e as fêmeas aos 10 anos, mas continuam a crescer até os 45 anos e os 35 anos, respectivamente. A longevidade normal é estimada em 70 anos.
Esses animais comunicam-se através de sons variados, que podem atingir 180 dB de intensidade. As fêmeas migram através dos oceanos em grupos de até 50 indivíduos, incluindo filhotes e machos muito jovens. Os machos adultos nadam sozinhos ou em pequenos grupos, que se unem temporariamente aos grupos de fêmeas durante a de acasalamento, que se estende do final do inverno ao início do verão. No Hemisfério Sul, de julho a março, com seu apogeu de setembro a dezembro; no Hemisfério Norte, de janeiro a agosto, com apogeu em abril e maio. O período de gestação é de 15,5 meses e o de amamentação é de 18 meses ou mais. Os filhotes nascem com 4 m de comprimento e 1 tonelada e começam a comer alimentos sólidos antes dos doze meses, mas alguns continuam a mamar ocasionalmente por até 13 anos.
Em termos de jogo, um cachalote pode tentar engolir ou morder um ser humano sozinho. Para isso, tem de empatar ou vencer uma disputa de Mobilidades com o ser humano e, em seguida, tem de vencer (com uma diferença de pelo menos um grau) uma disputa de sua Habilidade de Combate contra a Esquiva do humano. Contra grupos de humanos que tentem arpoá-la, pode defender-se com golpes de cauda, que têm um alcance de sete metros, ou com mordidas. Pode tentar abalroar botes de madeira e mesmo pequenos navios de madeira tipicamente, a uma velocidade de 3 m/s (6 nós, 11 km/h).
O Brasil dos outros 500
No Brasil dos outros 500, existe uma população de cachalotes da ordem de 2,8 milhões de exemplares.
Atlântida
No universo de Atlântida, os cachalotes também são encontradas em todos os oceanos.
Solidariedade Galáctica
No Universo da Solidariedade Galáctica, os cachalotes continuam a existir como no Brasil dos outros 500.